quinta-feira, 17 de março de 2011

A Morte

Talvez uma palavra demasiado pesada para se utilizar assim, para se escrever e para se pensar. Para se definir. Para mim não há definição possível.
O que toda gente sabe sobre a morte é que nada se pode saber dela. Para mim não me é fácil pensar em ir, pensar em ir e não haver possibilidade de retorno. Simplesmente morrer. Já contactei com a morte. Não nunca com uma situação que me leva se a pensar que tal me aconteceria mas sim em ver alguém em embarcar em tal. A morte para mim, até então foi simplesmente uma dor, um choro, uma saudade imensa. Mas eu quero acreditar, sim acreditar, que a morte é o contrário absoluto da vida, ou seja, que a morte é doce, que é simples, suave, que é fácil.
Que por mais que a vida seja preciosa, a morte, a morte é o culminar dessa preciosidade. A morte é o retoque final da escultura que é a vida. A morte seja ela o que for, espero eu que nos leve para um sitio melhor, para um sitio onde há paz.
Deixar ir alguém, não a poder voltar a ver, a ouvir, a sentir, é um injustiça para nós os vivos. E vivos é o que somos. Nós que temos vida queixamos da vida que temos e se um dia ja não houver vida para nos queixarmos? E se um dia nos calha o azar e nosso ultimo suspiro é numa casa fria, onde estamos sozinhos. E se um dia nos calha o azar e a nossa ultima sensação é o terror da terra a tremer? E se um dia nos calha o azar e a nossa ultima imagem é um bandido a fugir?
De que nos vamos queixar? Da Morte?
E pensar que nove mil que estão pessoas mortas debaixo deste escombros.

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