Sara, casualmente confundida comigo, casualmente atende o telefone por mim com a seguinte passagem : "ola", "quem é?", "é a Anita quem é que havia de ser".
A sara é a irmã do meio e como tal há sempre o desacordo habitual, provavelmente por sermos demasiado parecidas, ate na personalidade, só queremos é que digam que não temos nada a ver uma com outra. Apesar de em tempos a relação que tínhamos cá em casa fosse puxar cabelos, uns burros ao barulho e ainda empurrões ocasionais, tenho que admitir que não há amor como o de irmã, e há no mundo melhor puxões de cabelos do que os de irmã? Não, não há.
A única diferença entre mim e Sara seja talvez o nível de arrumação em que ela está, com certeza, a uns níveis bem acima dos meus. De resto eu e Sara somos melhores amigas desde que nos conhecemos, sei que a Sara é má para mim, ela sabe que eu sou má para ela, mas também sabemos que sem a nossa maldade não podíamos viver e no fim de contas ninguém é mau e eu sou o bebé outra vez e a Sara a fofinha. Sabemos que vivemos em amor, diariamente, e que sem este amor ódio a vida não tinha a mesma graça. E sim a virtude está no meio. A Sara é uma virtude em tudo o que faz, é boa em tudo, é boa para toda gente, tem sentido de humor que não acaba e está sempre disponível para mim como eu estou para ela. Na vida de alguém a Sara é sempre o modelo a seguir. Eu piso sempre as pegadas dela como uma patinho segue a mãe.
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