terça-feira, 28 de junho de 2011

Eu.

Eu, sou eu desde 1994, a partir das 10 semanas gestação na barriga da minha mamã, momento este onde me tornei um ser. Ser que veio ao mundo no dia 30 de Novembro deste mesmo ano. Desde que me lembro de mim (e com certeza que não é desde desta altura), lembro me de ser qualquer coisa irrequieta, com um alto teor de gulosice, com caracóis até mais não. Mas acima de tudo, lembro-me de mim com uma independência incrível que ainda não sei onde a fui buscar. 
Sempre resolvi os meus problemas sozinha, lembro-me muito bem disto: quando era bem mais pequena e ainda andava no segundo ano havia uma rapariga mais velha que detestava exaustivamente, porque a "moça" insistia e insistia em roubar-me as fitas que naquela altura usava no meu cabelinho:  nunca disse isto a ninguém, simplesmente um dia vi-a sozinha e puxei-lhe o cabelo até não poder mais. Tinha 6 anos. Não foi o mais correcto pois não? Mas sobe mesmo bem. Foi pena no dia a seguir ter levado com ela e com mais umas quantas, mas fiz mais uma vez as coisas só por mim. Não chorei, não disse à minha mãe, não disse à professora, não disse às minhas amigas. Dei o que pode dar, por isso resolvi o que pode resolver. 
Ainda hoje sou assim, vivo e deixo viver. Cada um faz o que quer, por isso eu também faço o que quero, mas faço-o por mim. É por este facto que a minha independência voltou ao seu pico depois do M. sair da minha vida. Já não havia nada a fazer por ninguém, muito menos havia alguma coisa que alguém pudesse fazer por mim. Por isso, é que não peço ajuda, é que não reclamo, nem dou 100% de atenção a alguém. Não agora, que sou solteira.

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