Estou num dia em que o telemóvel foi o meu companheiro, de repente toda gente se lembrou de mim e decidiu contactar me. E no meio de tanto contacto lembrei me de quem já não me contactava há algum tempo, a Daniela. A Daniela é alguém de quem nunca falei muito aqui. Só a conheci este ano, como a maior parte do meu grupo, por ter mudado de escola. No momento em que a conheci vi logo que havia ali qualquer coisa em comum comigo. Não sei se me enganei se não, mas já passados mais de seis meses, passadas festas, horas de almoços, confidencias e esforços meus para a integrar num grupo onde até então eu era a única rapariga, considerei-a uma das minhas melhores amigas. Sem nunca duvidar que por ela já tinha feito o suficiente. Mas de repente algo mudou e quando me dei a mandar uma mensagem a perguntar a razão de tanta falta de contacto fiquei a saber que a razão sou simplesmente eu. Eu não faço o suficiente. E eu pergunto o que é o suficiente? Se não é suficiente o que fiz por ti então não sei o que é o suficiente. Dizes me que queres que te dê o que me das a mim. Dizes que te esforças para que a nossa amizade continue a ser o que é, mas digo te também não vejo onde. Apontas me o dedo, algo que nunca te fiz, sem olhares para o que já tive de aguentar, os sapos que já tive de engolir (quase literalmente). E isto sim eu não percebo, não percebo o porque do teu "vou me afastar, porque só à distancia é que consigo perceber." Não percebo onde é que foste buscar tantos complexos, onde é que me vês a fazer tantos filmes. Simplesmente só acho que isto confirma a minha teoria, os meus amigos são rapazes por alguma coisa. Porque venha que rapariga vier só vai haver uma com o qual nuca me hei de chatear, claro a minha Marta.
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