segunda-feira, 4 de abril de 2011

O autocarro das 7h10

Como em todos os dias o meu telemóvel toca por volta das 6h20, claro com intuito de me acordar, o que de facto se dá como conseguido: normalmente de olhos entreabertos desligo com muito esforço o despertador com um toque no ecrã, que por esta hora parece me um esforço maior do qualquer outro, isto de me acordar não implica que me levante. Porque isso só o faço por volta das 6h40, puxo sempre da mesma maneira os cobertores maciços, que enfim devido ao frio que ainda se vai sentindo ainda têm o seu peso, e calço, também como sempre, as pantofinhas já não muito fofas devido ao constante uso e vou numa enorme correria: tomar o pequeno almoço, lavar os dentes, vestir-me e claro fazer o meu "check" habitual para ver se na mala está tudo para o longo dia e se na mão tenho os livros necessários para o todo o dia escolar. Neste impasse de acontecimentos já não muito controlados e entre bocejos persistentes chego ao autocarro ou a pé (porque o dia me está correr bem e me despachei) ou de carro (porque me atrasei e a minha mãe tem que me fazer esse favorzinho). Isto tudo para dizer o que? Para dizer que ás 7h10 o autocarro parte normalmente e para meu bem comigo lá dentro, isto até pode não ter nada de mal, mas isso seria se por motivos de bebedeira do condutor anterior não tivéssemos agora um condutor que cisma em ligar o radio, tudo bem, um pouco de musica pela manhã para ver se acordamos. Mas eu não acordo, eu fico sim, com dores de cabeça, é que o volume vai sempre bem alto mas pior que tudo é a rádio, a conhecida 99.3 ou seja cidade FM que agora em vez de tornar a minha viagem matinal de autocarro nisso mesmo, -la uma discoteca ambulante fora de horas. Se o meu motorista fosse um dos poucos que lêem o blog eu até deixava o apelo ao silêncio... Mas parece-me não valer a pena.

2 comentários:

Cath disse...

Ohhh tão fofa baby! Gostei muito do teu texto!

Anita disse...

De vez em quando até faço alguma coisa de jeito :)