sábado, 23 de abril de 2011

O que era eterno acabou connosco...


A conclusão que eu tiro de uma vida de 16 anos é que simplesmente a vida é estúpida. Parece ridículo diz-elo assim: mas a verdade é que a vida vive numa redondeza em volta de pormenores sem significado, as pessoas discutem, vivem juntas porque não têm outra alternativa, esquecem-se do que são, maltratam-se, odeiam-se depois de se terem amado, esquecem só por orgulho e isto só porque sim, porque agora é o presente. Mas e no fim? No futuro? O quê que resta de nós? O quê que somos? No fim somos recordações de outra alma que já passou a página. No fim somos passado e o futuro é só nosso não 'nosso'. Estamos por nossa conta nesta vida de relações, de discussões, nesta vida injusta, onde só vivemos porque temos de viver.
Mas não. Eu acreditei, eu lutei. Se não foi o suficiente desculpa. Eu não quis que as nossas vidas caíssem na separação. Eu não quis estar à lareira num sábado normal a recordar-te como os velhos tempos que não voltam. Eu não quis chorar por já não te ter. Eu não me quis revoltar por não poder mudar nada. Eu não quis pensar que já não sei nada de mim. Que já não sei o que é vida. Eu não quis deixar de te amar. Mas deixei e agora no fim do fim dou-te um saco com tudo o que é teu e só te peço que a ridícula vida que agora temos não estrague a recordação do momento mais bonito das nossas vidas. Dos dois anos e meio em que eu era a tua vida e tu para sempre a minha.





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